Medicina

Novembro Azul: Prevenção ao Câncer de Próstata

O câncer é um problema de saúde pública, representando a segunda maior causa de mortes por doença no Brasil. E o Câncer de Próstata é o segundo que mais os atinge os homens.

Estamos no mês de conscientização e prevenção ao Câncer de Próstata, e o diagnóstico em seu estágio inicial, apresenta maior probabilidade de cura. A prevenção deve ser feita anualmente por meio dos exames de toque retal e de sangue (PSA), a partir dos 45 anos de idade, ou 40 anos em caso de histórico familiar.

Os fatores de risco desta doença estão relacionados ao antecedente familiar, com pai, irmão ou tio que já tiveram a doença. Outros fatores de risco estão relacionados a má qualidade de vida, com a má alimentação, sedentarismo e obesidade. Por isso a prevenção também inclui manter uma boa qualidade de vida: alimentação saudável, peso corporal adequado, atividades físicas regulares e não fumar.

O câncer de próstata é praticamente silencioso na fase inicial, por isso, fique atento a sintomas como: dificuldade de urinar, sangue na urina, diminuição do jato de urina e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.

Câncer de próstata e saúde bucal: qual a relação?

Os pacientes oncológicos tem uma maior propensão a adquirir problemas bocais, por conta da imunossupressão causada pelo tratamento quimio ou radioterápico.

As complicações bucais mais frequentes nos pacientes em tratamento são:

Herpes labial: bolhas que se iniciam com coceira, vermelhidão, queimação, e posterior formação de lesão ulcerada e dolorosa.

Mucosite Oral: um dos principais efeitos colaterais induzidos pelo tratamento contra o câncer. Os sintomas são eritema (vermelhidão), edema (inchaço), sensação de queimação, lesões ulcerativas (feridas), as vezes com sangramento, comprometendo lábios, língua, gengivas e gargantas. Dificuldades em engolir, dor e sensibilidade a alimentos quentes e condimentados.

Xerostomia (boca seca): diminuição do fluxo salivar faz com que haja mudança da microbiota bucal e torna o meio suscetível a processos infecciosos em virtude da baixa imunidade. Aumentando a possibilidade de lesões de cárie, já que não ocorre a devida lavagem da superfície dental e neutralização de ácidos produzidos pelas bactérias criogênicas.

Trombocitopenia (problemas de coagulação sanguínea), que pode causar sangramentos espontâneos nos tecidos.

Durante o tratamento oncológico é de extrema importância o acompanhamento com o dentista para a prevenção de possíveis complicações. Então devem ser feitos procedimentos como: controle de placa, raspagens periodontais, avaliação da existência de lesões de cáries ativas.

A orientação geral para pacientes em tratamento oncológico é sempre fazer a higienização oral – uso correto de fio dental, escovação e uso de enxaguantes sem álcool – utilização de substancias que aumentem o fluxo salivar para o tratamento da xerostomia. Limpeza de aparelhos protéticos, que favorecem infecções, por apresentarem áreas retentivas que acumulam placas, e que podem causar infecções em decorrência da baixa imunidade.

Vale ressaltar a importância da presença do dentista na equipe de tratamento do câncer, proporcionando mais conforto e bem-estar durante as fases do tratamento. O trabalho multidisciplinar é fundamental para o sucesso do tratamento oncológico e promove melhor qualidade de vida ao paciente.

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