Medicina

Tamanho, dor e estria: saiba verdades sobre implantes de silicone

Símbolos da feminilidade, os seios avantajados já se tornaram motivo de cobiça entre as mulheres. Prova disso é a terceira posição ocupada pelo implante de próteses de silicone, no ranking das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Apesar da popularidade, esse procedimento estético ainda desperta dúvidas em todas as suas etapas.

Descubra, a seguir, dez respostas para os mitos e verdades que rondam o implante de silicone nos seios.

Indicação cirúrgica é essencial
Verdade: a decisão de colocar silicone é da mulher, entretanto, é imprescindível que, antes da cirurgia, um profissional especializado faça uma indicação cirúrgica adequada ao corpo de sua paciente. Além disso, é importante que todas as dúvidas sejam tiradas nesse encontro, tanto para que a paciente alcance as suas expectativas no pós-operatório, quanto para evitar uma recuperação lenta.

Qualquer mulher pode receber um implante
Mito: sem a liberação clínica, pacientes com problemas de saúde não podem se submeter ao implante, já que o processo de cicatrização pode ser prejudicado. “Mulheres com anemia, disfunções na coagulação, diabetes, hipertensão e insuficiência venosa nas pernas só podem se submeter à cirurgia se estiverem sob controle clínico e laboratorial”, explica Eduardo de Andrade Filho, cirurgião plástico do Espaço Cariz, de São Paulo.

Escolha da prótese não influencia no processo
Mito: mesmo com diversos tipos de próteses disponíveis no mercado, o ideal é que o cirurgião plástico escolha uma que corresponda ao biótipo e ao tecido mamário da paciente, de acordo, também, com o desejo dela. “Podemos dizer que o nível de projeção das próteses deve ser escolhido de acordo com a largura do tórax, para que o implante fique proporcional”, avalia.

Cuidados no pré-operatório
Verdade: faltando 15 ou 30 dias para a operação, algumas mudanças de hábito podem vir a calhar, uma vez que elas contribuirão no processo futuro de cicatrização. Manter uma alimentação balanceada e suspender o hábito de fumar são algumas dicas.

Uma hora e meia de procedimento
Verdade: o implante de silicone nada mais é do que uma cirurgia, por isso pode levar cerca de uma hora e meia, podendo estender-se. Em linhas gerais, depois de anestesiada, a região escolhida para incisão (que pode ser a área axilar, areolar ou o sulco mamário) recebe as próteses e os pontos são feitos por meio de fios absorvíveis.

Complicações durante o implante
Verdade: pode ocorrer o aparecimento de hematomas, o que pede uma cirurgia para drenagem, caso o volume não seja absorvido naturalmente pelo organismo. Também há a possibilidade de seromas e deslocamentos.

Todo resultado é artificial
Mito: há boatos de que, após o implante, os seios da mulher ficam nitidamente artificiais, tanto na aparência, quanto ao toque. Entretanto, isso dependerá da prótese escolhida, que deve ser compatível à quantidade de pele da paciente.

Dores no pós-operatório
Verdade: ela é inevitável, porém, pode ser amenizada quando a mulher segue à risca as especificações médicas como repouso, alimentação saudável, ingestão constante de líquidos e uso de sutiãs específicos. “Seguindo as indicações, o pós-operatório evolui de forma tranquila, onde a mulher pode voltar às atividades profissionais em pouco tempo”, afirma o cirurgião.

Essa etapa, que pode durar de dez a 15 dias, também é marcada pelo inchaço da região mamária, que só passa completamente depois de seis meses. Ou seja, o resultado real do implante será percebido apenas ao fim desse período.

Surgimento de estrias
Verdade: elas podem aparecer nos seios após um implante, considerando que houve um rápido aumento de volume. Com o rompimento das fibras de elastina e colágeno, a dica é apostar na aplicação de cremes com vitaminas específicas, que estimulem a produção dessas substâncias.

Problemas com a cicatrização
Verdade: diretamente associados à ação natural da pele e ao não cumprimento do repouso necessário, alguns problemas na cicatrização podem acontecer durante o pós-operatório. Marcas pequenas são inevitáveis no processo, porém, as largas e infeccionadas exigem uma atenção maior e pedem cuidados como a drenagem pós-operatória.

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