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Câncer Bucal, uma realidade ignorada

Suas visitas ao dentista devem ganhar um novo foco de atenção. De acordo com o último levantamento do INCA – Instituto Nacional de Câncer, são diagnosticados 14.700 novos casos de câncer bucal por ano. 5.400 acabam em morte por diagnóstico tardio. Por ser uma doença silenciosa, e pouco reconhecida, ampliar seu entendimento é fundamental para sua adequada prevenção.

Afinal de contas, o que é o câncer bucal?
É o câncer que afeta lábios e o interior da boca. Dentro dela, devem ser observados gengivas, bochechas, o céu da boca e língua. Segundo o Dr. Marcelo Drummond, doutor em estomatologia, a maioria das manifestações se dá na mucosa, mas também pode atingir as glândulas salivares.

Os principais sintomas do câncer bucal são:

  • Feridas que não causam dor e não cicatrizam
  • Lesões e Manchas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca e/ou bochecha.
  • Caroços no pescoço e rouquidão persistente.

A identificação dessas lesões pode ser feita pelo autoexame, mas o paciente terá dificuldades em acessar áreas posteriores da boca. Para um diagnóstico preciso a visita ao dentista é essencial.

“O Grupo Qualidade em Saúde vai realizar, em todo Brasil, no dia 25 de Agosto a maior ação social preventiva do país para conscientizar a população sobre o câncer bucal.” 

Os primeiros estágios da doença não possuem sintomas. O ideal é prestar atenção se há alguma alteração na mucosa e sempre procurar um profissional para identificar e fazer esse diagnóstico. Quando os sintomas surgem, significa que a doença já atingiu os estágios mais avançados. Nesse momento o tratamento é difícil, oneroso, e muitas vezes até mesmo ineficaz.

A vista regular ao dentista é a melhor forma de prevenir. A recomendação é de 6 em 6 meses, ou no mínimo uma vez por ano, para avaliação e uma busca ativa de lesões de boca.

FATORES DE RISCO

Segundo o Dr. Marcelo “75% dos pacientes com câncer de boca são homens com mais de 50 anos, fumantes e alcoólatras. Os outros 25% não possuem uma causa definida, mas podem estar atrelados aos outros fatores de risco.”

A má higienização bucal, integrada com a alimentação pobre em proteínas, vitaminas e minerais, o vírus HPV, o consumo excessivo de álcool e tabaco são fatores de risco que contribuem para a formação do câncer bucal.

Drummond enfatiza que o câncer é multifatorial, com fatores externos e internos, reforçando as recomendações de prevenção “Evitar excesso de álcool e fumo, alimentação saudável, manutenção do sistema imune, e visitas periódicas ao dentista para fazer busca ativa de lesão, principalmente em homens acima de 50 anos de idade”.

São informações de práticas acessíveis, que com o devido reconhecimento e atenção, tornam a prevenção acessível a todos.

TRATAMENTO
O tratamento vai depender do estado de evolução da doença. O tempo e a eficácia também dependem desse fator. O estágio 1 se caracteriza por uma lesão pequena, de menos de 2cm. É possível removê-la com margem de segurança e se não houver outra área afetada, o tratamento será apenas cirúrgico. Caso contrário, é necessário prosseguir com a radioterapia. Por isso o Dr Marcelo reforça“…o paciente que tem o diagnóstico precoce, tem quase 90% de chance de cura da lesão”.

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